terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Preconceito


Você já percebeu o quanto esta palavra está em voga? Em todos os meios de comunicação tomamos conhecimento quase que diariamente sobre pelo menos um caso onde alguém foi ou se sente vítima de preconceito. Associadas a esta palavra estão também outras, tais como homofobia, transfobia, xenofobia, sexismo, etnocentrismo, racismo etc. Todas estas, de alguma forma, representam uma situação onde o preconceito se apresenta de forma nítida ou implícita.

No entanto, tenho me surpreendido em como esta palavra tem sido usada por qualquer motivo e de forma indiscriminada (“tudo é preconceito”), tornando-se absolutamente aversiva aos sujeitos “politicamente corretos”, aqueles que querem estar de bem com tudo e com todos.

Mais impressionante ainda é o fato de que valores morais deixam de ser defendidos e preservados em nome de uma postura antipreconceituosa, sem levar em consideração a deterioração da família e da própria sociedade.

Vivemos numa época de quebra de paradigmas onde conceitos, valores e padrões indispensáveis à saúde familiar e social são vistos como tabus a serem quebrados. Pecado, então, é uma palavra absolutamente repudiada e, infelizmente, também cada vez mais esquecida nos púlpitos eclesiásticos.

No último final de semana assisti ao programa “Altas Horas” que tinha como um dos convidados a ex-garota de programas Bruna Surfistinha. Alguém da platéia perguntou-lhe que se ela tivesse uma filha e esta quisesse tornar-se garota de programas se permitiria. A sua resposta foi que ela não gostaria, mas se a filha se sentisse feliz não se oporia. Depois de ser aplaudida e elogiada pela coragem de se apresentar publicamente como garota de programas, alguém que não me lembro, ainda afirmou que a prostituição é vista por muitos com preconceito. Ora, sinceramente, não sei onde vamos parar.

O relativismo deste século tem sido um câncer ao corpo de Cristo. A “casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade” (1 Tm 3:15), não pode abrir mão do seu papel de ser luz e sal. Para ser contemporânea e não ser classificada como retrógrada diante das transformações sociais e culturais a igreja não necessita negociar ou abrir mão dos seus princípios e fundamentos.



No amor do Pai.

2 comentários:

renatovargens disse...

A Pós-modernidade trouxe a reboque a reletivização da vida. Neste tempo, bom é chamado de mal e mal de bom, luz de escuridade e escuridade de luz.

definitivamente nossa sociedade encontra-se adoecida.

Renato Vargens
www.renatovargens.com.br

Anônimo disse...

PRECONCEITO - Como temos lidado com este assunto?

Resposta: com preconceito! Ainda, infelizmente.